Ontem finalmente criei coragem e fui com o namorado assistir Marley & Eu.
Procurei não escrever muitos detalhes sobre tudo para não estragar a surpresa.

Sinopse:
A história de uma família que aprende muito com seu cão Marley, um labrador um tanto neurótico que ensina a seus donos boas maneiras e o que realmente importa na vida. Adaptação do best-seller Marley & Me, escrito pelo jornalista e colunista do Philadelphia Inquirer John Grogan, que descreve sua experiência com o cão hiperativo que passou a fazer parte da família.

O que eu achei do filme: Faltou muita coisa que tinha no livro. Deu a impressão que eles estavam acelerados. Misturaram algumas cenas, acho que distorceram um pouquinho outras. (Procuraram manter a imagem de uma família que sempre foi apaixonada pelo seu cão e que faziam de tudo por ele. Diferente do livro). Também acho que a carreira do John ficou valorizada, assim como a presença do seu amigo. O cenário achei pobrinho em relação ás fotos do livro. Jennifer Aniston perfeita para o filme!
Mesmo assim o filme é lindo, fofo e engraçado. Ri muito e no final bateu aquele mesmo medo de quando li o livro. Vontade de parar por ali mesmo (até parece que a minha curiosidade permite). Continuei e o resultado (sem exagero) foi o ombro do Dan encharcado com as minhas lágrimas. O Dan, que se queixava, não queria assistir de jeito nenhum, bateu o pé até na fila do cinema, se comoveu também e chorou!
Na saída do filme não conseguíamos falar por causa do nó na garganta, quando lembrávamos algumas cenas do filme já vinham às lágrimas. Ficamos assim até chegar e quando chegamos, abraçamos muito o Scott e nem ligamos para a caminha dele destruída e para as espumas que estavam espalhadas pelo corredor.
A partir daqui alguns spoilers, mas não vou descrever as cenas do Marley.
Quem teve cachorro com certeza deve ter se identificado com o filme/livro em alguma parte. O Scott quando era filhotinho engoliu o brinco do Daniel, que teve que vasculhar todos os dias até o dia que conseguiu encontrá-lo. Hoje ele exibe o brinco na orelha falando que é uma parte do Scott.
Já os trovões me fazem lembrar do Thomy que ao contrário do Marley, adorava a chuva. Mesmo que o dia estivesse ensolarado, ele previa que ia chover e ficava de um lado para o outro no portão de casa, todo feliz. Se estivesse dentro de casa no quentinho, ele não queria saber, arranhava a porta para sair e latir.
Quando nos mudamos para o apartamento ele não se adaptou (muito menos os chatões do prédio), logo reclamaram dos seus latidos, mandaram carta, ameaçaram multar e a minha mãe fez com que ele fosse morar na casa do meu avô. Um dia quando cheguei, ele não estava mais. Chorei tanto! Como meu avô mora longe, só o vi 2 vezes depois disso e um dia ele acabou indo embora.
Me dói não ter tido um momento de despedida com ele, não saber o verdadeiro motivo que ele se foi. Meu pai falou que foi ataque no coração. No final todos acabamos chorando por sua falta. Até quem eu não esperava.

Cheguei a pensar que nunca mais sentiria vontade de ter um cachorro, 6 meses depois o Scott chegou e me faz lembrar que esses momentos de sofrimento quando chega à hora de ir embora são compensados por todos os momentos de alegria ao lado dele. Pela companhia, pela recepção ao chegar, pelo bom dia, pela diversão.