NY – O Intercâmbio

Fechar um intercâmbio por meio de uma agência é a coisa mais fácil do mundo! A minha foi assim: Estava estressada, desanimada, quando resolvi: Vou Viajar! Passei na C.I., juntei as economias e comecei a correria, afinal o passaporte eu já tinha feito no começo do ano… Mas vou tentar resumir como foi tudo, por etapas…

 

O Passaporte
Foi bem simples de tirar. Entrei no site da Polícia Federal e segui todos os passos. Por sorte consegui agendar para o dia seguinte no posto do Shopping Light, que fica ao lado de onde trabalho. Paguei a taxa, levei toda a documentação necessária, encarei uma fila básica e devo ter demorado umas duas horas, nem isso… A foto eu tirei lá mesmo, não precisei levar. Depois foi só esperar o prazo que eles me deram e fui retirar no mesmo lugar.

C.I. – Central de Intercâmbio
Se fosse para eu dar uma nota para o atendimento que recebi da C.I. seria no máximo 5, e olhe lá, pois realmente esperava mais. Das outras vezes que tinha procurado a Central, tinha falado com um atendente super gente boa, que já tinha ido a N.Y. e me deu várias dicas. Desta vez a minha atendente praticamente vomitava as informações, meio que impondo tudo. Primeiro bateu o pé para que eu ficasse em uma casa de família, que eu não queria e não aceitei (depois conto os detalhes). Depois ela insistiu para que eu estudasse na Kaplan de Midtown (depois conto também). Eu avisei que esta era a minha primeira viagem internacional e o que ela me deu de dicas? Praticamente NADA, brinde então que vejo as pessoas ganhando da C.I., nem porta-passaporte ganhei deles. A sorte que não aconteceu nada de errado comigo lá, afinal, qualquer coisa era só eu ligar para ela aqui em São Paulo (OI???).

O Visto
Quem reclama da burocracia do Brasil acho que nunca passou por isso! Rsrs… Estava sem paciência, com prazo curto e confesso que com uma baita preguiça. Por isso contratei um despachante que me forneceu a lista de documentos que eu precisava, conferiu tudo  e agendou a data. No dia de ir ao Consulado Americano cheguei cedo e foi aquela coisa: um tempão na fila, passando etapa por etapa, mas não é nenhum bicho de sete cabeças como falam (ainda peguei o sistema antigo de agendamento, com um dia só de burocracia). A minha entrevista foi em português e mesmo os que falam inglês conseguem entender as pessoas. Se você pretende voltar ao Brasil e tem como provar realmente não precisa ter medo! Ah sim, e como só fiquei um mês para estudar o meu visto foi o de estudante, mais rápido para agendar, porém com um tempo menor para estadia, diferente do visto para turistas.

O vôo
O mais importante: Leve toda a documentação necessária, se possível, a mesma que você levou para tirar o visto!

Ida e volta pela Tam e paguei preço para estudante, também por causa do intercâmbio… O importante mesmo a dizer é: Faça antecipadamente o seu check-in! Não fiz na ida e tive que sentar naqueles lugares no meio do avião entre uma criança e um senhor que não parava de falar, mas foi tudo bem e mesmo com a turbulência que pegamos consegui dormir. Já deixei reservado e voltei na janela, mas não sei se foi pela preocupação com a alfândega ou mesmo a falta de turbulência, passei praticamente as 10h de vôo acordada. E nenhum segredo, pude viajar com 2 malas de 32kg e a de mão com até 5kg, mas a dica é não deixar a atendente ver que você está com uma mala de mão! Rs… Na volta estava sozinha e não teve como esconder. Mandou pesar e tinha quase 15kg, tive que pagar os 150 DÓLARES de bagagem extra e despachar. Não teve como colocar nada nas malas grandes porque ambas já estavam com 32 e alguma coisa (para quem fala que não cabe 32Kg em uma mala grande, CABE sim!). Só tirei os eletrônicos e mandei com dor no coração. Ah sim, e vale a pena mandar embalar todas as malas! Ainda mais as minhas que são de plástico e decoradas, saíram ilesas, além de ser um pouco mais seguro.

Na volta fui para a fila do “nada a declarar”, disfarcei, fiz a doente gringa com cara de cansada, mas não teve jeito e a mulher da PULIÇA federal me mandou para a inspeção. Durante o trajeto morri e voltei umas 5 vezes, suei frio, rezei, mas por incrível que pareça não pegou nada… O iPad que tinha comprado lá estava na mesma case que o meu note, as roupas sem etiquetas, já mostrei logo a câmera que tinha comprado lá e avisei que só tinha aquela, mas no fim (e graças a Deus) nem a minha mala abriram. Saí de fininho, enquanto do outro lado da sala um homem estava abrindo TODA a bagagem dele. Claro que a sensação na hora que saí ilesa da sala foi maravilhosa! Kkkk

Transporte Aeroporto – Hotel / Hotel – Aeroporto
Desembarquei e embarquei no JFK (John F. Kennedy International Airport). Como estava em N.Y. para aprender a me virar não contratei nenhum serviço de transporte e ao menos uma dica da atendente da C.I. (depois de muitos questionamentos)  serviu: Pegue um Shuttle! Lá eu fiquei meio perdida sem saber como fazia, mas logo achei um posto de informações turísticas, perguntei e contratei. O cara foi com uma van me buscar no aeroporto, pegou mais umas pessoas em outros terminais e me deixou na porta do hotel por nada mais, nada menos que U$ 21,00. Na volta contratei o do hotel mesmo e com as três malas paguei U$ 41,00, mais barato que taxi. Se tivesse feito a reserva no site da companhia pararia os por volta de U$ 21,00 também. Vale muito a pena!!!

Acho que os mais baratos são o  Super Shuttle (azul e amarelo) e o GO Airport Shuttle (verde e branco), que foi o que eu peguei.

Acomodação
Bom, foi um sufoco, também porque deixei tudo para a última hora. Fechei o pacote com apenas três meses de antecedência e com isso tive um problemão para conseguir vaga. Bateu um desespero, porque não queria dividir ou ficar em casa de família. Perguntei para a tal atendente se existia outra opção  e ela me falava que só em hotéis. Após quase três semanas esperando qualquer contato, dependendo disso para tirar o Visto, resolvi entrar em contado com o SAC da C.I. e o problema foi resolvido rapidinho, inclusive com outra opção de acomodação, em outra residência estudantil, mas a atendente, muito eficiente, acabou conseguindo um quarto que teria que dividir nas duas primeiras semanas e me mudaria nas duas últimas, e assim foi.

Fechei com a New Yorker. Estava imaginando um lugar beeem simples, mas quando cheguei lá, um susto. No local funciona um hotel também, junto com as acomodações dos estudantes (mas não se empolgue, já que a parte dos estudantes é simples mesmo). Tudo bem que a atendente da  C.I. (de novo ela) falou que mesmo que o meu check-in fosse a partir das 15h eu poderia entrar na hora que eu chegasse. Cheguei no hotel 11h da manhã e como já previa, tive que esperar até 15h. Quando enfim cheguei no meu quarto conheci a minha roommate, a Anastasia, uma grega que mora na Suíça. Eu com meu inglês básico mal a entendia, mas nem tudo estava perdido, afinal ela falava um pouco de espanhol. Ela foi super fofa e já me ensinou como funcionava tudo, me levou para conhecer as ruas do entorno e me apresentou a turma do hotel. Eu sei que essa questão de colega de quarto é uma loteria, mas tive sorte e foi muito bom dividir o quarto com ela, pois além da companhia só falávamos inglês, e isso ajudou! Ouvi sim relatos de pessoas que tiveram pertences roubados, essas coisas que acontecem, principalmente para quem dá bandeira, mas finalmente dei sorte para alguma coisa e até fiquei triste quando tive que ir para um quarto sozinha. Ficar sozinha também foi bom por poder e dormir tarde com a TV Ligada, ligar o som alto, essas coisas.

Nos dois quartos que fiquei, os quartos dos meus amigos, a mesma coisa: simples, mas com tudo o que precisava. Me irritei muito com a droga do lençol que tinha o elástico frouxo e não segurava na cama, mas curti a cozinha  comunitária (pensava que seria sujinha). E de resto só segui as orientações fornecidas no próprio folder do hotel: Levei toalhas, papel higiênico, adaptadores de tomada, essas coisas.

Kaplan
Realmente vale a pena estudar inglês com americanos. É bem diferente da maioria dos cursos oferecidos no Brasil. Todos os funcionários e professores muito atenciosos com todos. Você passa o primeiro dia todo na escola fazendo testes e conhecendo o local. No final eles falam qual o nível que você ficou e te dão o horário que você vai estudar (preciso dizer que a atendente da C.I. garantiu que eu estudaria na parte da manhã, mas não tem nada disso?). Você até pode pedir para mudar de horário e não é muito difícil de conseguir isso, mas realmente é um stress a menos saber que você não escolhe isso.

Ah sim, a tal querida atendente falou que a Kaplan de Midtown era super perto da residência e dava para ir andando, dá para ir andando, ela não mentiu, saí 1 hora mais cedo no primeiro dia e quase cheguei atrasada! Perto mesmo da residência é a do Empire State (que tem por algum motivo tem a maior parte dos alunos coreanos). Mas o bom é que isso me ajudou a entender o metrô de N.Y. de tanto que me perdia nos primeiros dias tentando ir a escola! Rsrs

Estudava sempre das 13h50 às 16h50 e duas vezes por semana tinha aula na parte da manhã com aulas que escolhi: Conversação e pronúncia. Essa Kaplan tinha muitos brasileiros, o que te dá um alívio nos primeiros dias, mas se você fala português o tempo inteiro não é legal! A minha sala estava ótima, pois pude conviver com gente de outros estados, italianos, japoneses, coreanos, espanhóis e tinha até uma russa! A parte boa do intercâmbio!!!

P.S.: Se você for estudar em qualquer unidade da Kaplan, leve seu passaporte, seguro saúde e o papel que você recebeu na alfândega no primeiro dia!!!

Certeza que estou me esquecendo de algumas coisas que tinha pensado em escrever, mas depois eu volto. Acho que tudo o que está aqui é o mais importante. Se eu fecharia com a C.I. novamente eu não sei, até poderia, mas nunca mais com a mesma pessoa que me atendeu. Achei totalmente desnecessário, já que esses problemas simplesmente poderiam ser comentados, não iriam me fazer desistir da viagem!

Related Posts with ThumbnailsShare on Facebook